Doutorado em História da Reforma Holandesa
Reforma, Ortodoxia Reformada, Neocalvinismo e as Controvérsias de Herman Hoeksema
Oeixo central deste programa acadêmico avança da Reforma nos Países Baixos à controvérsia de Herman Hoeksema, estabelecendo um estudo de longa duração sobre a formação, consolidação, transformação e a complexa fragmentação da tradição reformada holandesa, bem como suas implicações dogmáticas contemporâneas.
Candidatar-seA Arquitetura do Programa
Três anos de desenvolvimento historiográfico e teológico
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I
A Reforma e a Formação da Igreja Reformada
Do Medievo à Guerra dos Oitenta Anos. A estrutura política dos Países Baixos sob os Habsburgos, a chegada do Calvinismo, a formulação da Confissão Belga por Guido de Brès e as consequências iconoclastas e bélicas que culminaram na República Holandesa.
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II
Dort, Ortodoxia e Escolástica Reformada
Consolidação sinodal e debates soteriológicos. O avanço do modelo presbiterial, o embate crítico com a Remonstrância Arminiana no Sínodo de Dort, a confecção dos Cânones e o desenvolvimento pleno da Escolástica Reformada.
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III
Da Ortodoxia ao Neocalvinismo e Hoeksema
A Teologia Federal, os cismas e o século XX. A transição histórica de Voetius e Cocceius ao iluminismo, a Secessão, o Neocalvinismo de Kuyper e Bavinck, alcançando as controvérsias soteriológicas definitivas com Herman Hoeksema nos EUA.
Diretrizes Metodológicas
O rigor da investigação no doutorado
Debate de Fontes Secundárias Avaliação crítica do estado da arte e das interpretações historiográficas acerca das tensões religiosas, intelectuais e políticas do período.
Fontes Primárias e Sínodos Estudo dogmático e textual direto sobre os documentos fundacionais, tais como a Confissão Belga, Catecismo de Heidelberg e os Cânones de Dort.
Pesquisa, Artigos e Tese Desenvolvimento imersivo de uma tese original baseada em uma das 12 linhas de pesquisa estruturantes da tradição reformada neerlandesa.
Matriz Acadêmica
Os 12 módulos de desenvolvimento da pesquisa
Ano I
A Reforma e a Formação da Igreja Reformada Holandesa
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Estrutura política e territorial dos Países Baixos, os Habsburgos e Carlos V. A Igreja medieval, a Devotio Moderna, Irmãos da Vida Comum e o humanismo de Erasmo. Primeiras influências de Lutero, anabatistas e a decisiva chegada de João Calvino e a influência de Genebra na formação do Calvinismo neerlandês.
Pregadores itinerantes, igrejas clandestinas e perseguição sob Carlos V e Filipe II. O martirológio reformado, Guido de Brès, Pedro Dathenus e a formação das primeiras comunidades. O Sínodo de Emden, a confecção da Confissão Belga e a solidificação da identidade eclesiástica.
História, estrutura e eixos teológicos da Confissão Belga (Escritura, Trindade, Providência, Cristologia, Justificação, Igreja, Sacramentos). A introdução e assimilação do Catecismo de Heidelberg e sua relação com a tradição neerlandesa na formação das Três Formas de Unidade.
A Tempestade das Imagens (1566), iconoclastia reformada e a violenta reação católica sob o Duque de Alba. A insurreição civil: Guilherme de Orange, os Mendigos do Mar e a revolta das cidades. A União de Utrecht (1579), Ato de Abjuração e a subsequente formação da República Holandesa.
Ano II
Dort, Ortodoxia e Escolástica Reformada
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A relação de poder entre a Igreja Reformada e o magistrado civil. A consolidação do modelo presbiterial-sinodal: consistórios, classes e os sínodos nacionais e provinciais (Emden, Dordrecht, Middelburg, Haia). O avanço da catequese, disciplina teológica e a fundação da Universidade de Leiden.
A formação teológica de Jacobus Arminius e suas concepções sobre predestinação, eleição, graça e liberdade. A Remonstrância de 1610 e os Cinco Artigos. A veemente resposta dos Contra-Remonstrantes (Gomarus), a dimensão política do conflito com Maurício de Nassau e a execução do estadista Oldenbarnevelt.
O contexto internacional e a convocação do Sínodo (1618-1619). Os delegados estrangeiros e o enfrentamento com os remonstrantes (Episcopius). Os debates doutrinários sobre depravação, eleição incondicional, expiação e perseverança. Estrutura, rejeições e a recepção monumental dos Cânones de Dort.
Natureza, definição e método da Escolástica Reformada: o uso da filosofia, o método loci, distinções e teologia polêmica. Análise técnica das contribuições dogmáticas de Gisbertus Voetius, Johannes Cocceius, Petrus van Mastricht, Herman Witsius e William Ames, evidenciando a relação entre escolástica, exegese e piedade.
Ano III
Da Ortodoxia ao Neocalvinismo e Herman Hoeksema
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As metodologias divergentes de Voetius e Cocceius. A estruturação da Teologia da Aliança (Aliança da Graça e História da Redenção). Os embates sobre o Sabbatarianismo e a problemática recepção da filosofia cartesiana e espinosista, traçando o desenvolvimento e cisões da dogmática reformada.
O declínio da ortodoxia sob o peso do iluminismo, liberalismo e crítica bíblica. O despertamento espiritual do Réveil (Bilderdijk), a Secessão de 1834 (Hendrik de Cock) e a Doleantie de 1886 liderada por Abraham Kuyper, culminando na união de 1892 e formação das Gereformeerde Kerken.
Kuyper: Vida, Igreja, política, fundação da Universidade Livre, Soberania das Esferas, cosmovisão e antítese. Bavinck: Estrutura da Dogmática Reformada, revelação, Trindade, providência, eleição e união com Cristo. Análise de convergências e divergências arquitetônicas entre ambos.
A emigração holandesa nos EUA e o contexto das igrejas (CRC). Herman Hoeksema como teólogo. A Controvérsia da Common Grace, os Três Pontos de 1924, a suspensão de Hoeksema e a formação das Protestant Reformed Churches. Suas formulações sobre Teologia da Aliança (rejeição do Pacto de Obras) e a defesa do particularismo incondicional da graça face a Klaas Schilder e posteriores embates.
Investigação Doutoral
As 12 linhas de pesquisa para desenvolvimento de Tese
Eixos de Elaboração Acadêmica
Opções temáticas para a elaboração de projetos inéditos
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- Linha 1: A formação histórica do Calvinismo nos Países Baixos.
- Linha 2: A Confissão Belga e a identidade reformada neerlandesa.
- Linha 3: O Sínodo de Dort e a controvérsia arminiana.
- Linha 4: A Escolástica Reformada Holandesa em seus marcos metodológicos.
- Linha 5: Gisbertus Voetius e a teologia escolástica e eclesiástica.
- Linha 6: Johannes Cocceius e os desdobramentos da teologia federal.
- Linha 7: Herman Witsius e a síntese da teologia da aliança.
- Linha 8: Abraham Kuyper, esferas de soberania e o Neocalvinismo.
- Linha 9: Herman Bavinck e a arquitetura da Dogmática Reformada.
- Linha 10: Herman Hoeksema e as minúcias da controvérsia da graça comum.
- Linha 11: Hoeksema e as redefinições da teologia da aliança e eleição.
- Linha 12: Continuidade e ruptura entre a ortodoxia clássica e a teologia de Hoeksema.